Tecnologia

Artigo: E se quem monetizasse seus dados fosse você?

A geração de valor a partir de dados pessoais de usuários da internet acontece o tempo todo.


A geração de valor a partir de dados pessoais de usuários da internet acontece o tempo todo. Se você fica se perguntando porque um anúncio de tênis continua perseguindo você por vários dias após ver um modelo especifico numa loja online, certamente já percebeu que os seus dados não são privados.

A privacidade e propriedade de dados tem sido discutida em várias esferas. A União Européia lançou a GDPR (General Data Protection Regulation), que regula como as empresas, principalmente as envolvidas com mídia e publicidade, utilizam, controlam e revendem dados e informações privadas.

Atualmente existe pouca proteção legal de dados no Brasil. Existem dois projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional que propõem a criação de um marco civil dos dados pessoais que defina conceitos do que sejam dados pessoais, dados anônimos, o que pode ser vendido, o que pode ser coletado, entre outros.

A tecnologia Blockchain oferece uma solução de armazenamento de dados decentralizada e imutável, consequentemente segura, usando criptografia, o que permite o controle de acesso a estes dados. Mas o mais importante desta tecnologia é a tokeinização. Pode-se aliar à blockchain tokens, que podem ser convertidos em criptomoedas e assim permitir a monetização das aplicações.

A Suíça tem hoje a visão de ser o centro da indústria de soluções Blockchain, sendo chamada por alguns especialistas de Crypto Valley, uma menção a onda anterior de criação de valor em tecnologia do Silicon Valley.

E foi na Suíça que a empresa Procivis AG foi criada por Daniel Gasteiger, o qual faz parte hoje das maiores iniciativas da área no país. A Procivis já implementou sua solução de identificação baseada em criptografia chamada eID+ no Cantão de Schaffenhausen. Os cidadãos instalam o aplicativo e são validados por um oficial do cantão. A partir disto estes dados podem ser compartilhados com vários orgãos, mas a critério do usuário.

Para dar um exemplo prático, é como se um cidadão da de Porto Alegre tivesse um aplicativo no qual ele pudesse compartilhar seu CPF para a Nota Fiscal Gaucha sem ter que digitar ou falar este dado para ninguém e de forma segura, através de criptografia.

A empresa Procivis AG, entretanto, foi mais longe e estará lançando uma fundação chamada VAL:ID. Esta iniciativa não é voltada para governo como o eID+, mas trata-se de um aplicativo mais amplo que permitirá ao usuário a monetização de seus dados através de um token.

Como falamos no inicio da matéria, hoje empresas usam seus dados sem seu conhecimento e sem que você ganhe nada por isto. A visão é virar o jogo. Com o aplicativo da VAL:ID, os seus dados ficam na carteira de dados do seu celular e você libera quando quiser e como quiser, podendo ser monetizado por isto. Você passa a ser dono e senhor de seus dados.

Para mais informações sobre isto citamos o Whitepaper da VALID no link: https://valid.global/static/valid-wp-2.pdf

Daniel Gasteiger da Procivis está fazendo um roadshow no mundo para apresentação da empresa Procivis e da iniciativa VAL:ID. São Paulo está em um dos destinos do empreendedor suiço.

A trubr, startup gaúcha, é a parceira da Procivis AG no Brasil e estará focada em aplicações do eID+ para Governo e customização da solução para empresas no Brasil. A trubr foi fundada por Aline Deparis, Marison Souza e Edelweis Ritt, os quais tem comprovada experiência em empreendedorismo no RS.

Sobre Edelweis Ritt
Edelweis Ritt é especialista em Tecnologia Blockchain, diretora de Desenvolvimento de Produtos na Unitec Semicondutores e possui experiências relevantes como executiva em grandes empresas relacionados ao mercado de eletrônica no Brasil e na academia. Esteve envolvida em projetos de System-on- a-Chip com milhões de transistores e com o CEITEC no Brasil desde sua criação chegando a posição de Diretora de operações. Na Semikron Brasil, foi General Manager para a América Latina, responsável por uma fábrica de dispositivos de eletrônica de potência com 550 colaboradores. É bacharel em Computação pela PUC-RS, possui mestrado pela UFRGS e doutorado na área de circuitos integrados pela universidade de Tübingen na Alemanha.

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