Tecnologia

Muito além da Bitcoin: Especialista acredita que a tecnologia Blockchain pode ajudar o Sistema Judiciário

É o que acredita a especialista no assunto, Edelweis Ritt, que explicou as aplicações da tecnologia durante o 12º Congresso de Inovação do Poder Judiciário (CONIP)


A tecnologia Blockchain que ficou conhecida por seu uso nas moedas virtuais, como a bitcoin, pode ser integrada ao sistema Judiciário. É o que acredita a especialista no assunto, Edelweis Ritt, que explicou as aplicações da tecnologia durante o 12º Congresso de Inovação do Poder Judiciário (CONIP) realizado nesta quinta-feira em Brasília.

O painel ainda contou com a participação da CEO da Maven, Aline Deparis, e teve como objetivo explicar quais são as verdadeiras aplicações da tecnologia além da moeda virtual. De acordo com Edelweis, essa é uma das novas funcionalidades que aos poucos os governos e empresas estão descobrindo. "Os Emirados Árabes Unidos está desenvolvendo um sistema para eleições baseado em Blockchain. Um dos países mais adiantados no uso da tecnologia é a Georgia e no Japão está sendo implementado para dar publicidade a licitações. "

Edelweis explica que o mesmo conceito é aplicável ao sistema judiciário brasileiro. "Pode ser utilizada entre tribunais e também internamente. Em Blockchain não existe alteração dos dados e sim registro de transações. Uma blockchain não armazena se alguém é casado ou não. Ela registra o casamento e depois a separação. E isto é muito semelhante aos processos judiciais, onde todos os atos são arquivados em ordem e nunca alterados. "

A tecnologia também está a serviço de bancos e empresas privadas que precisam de soluções rápidas e seguras. A IBM foi uma das primeiras empresas a oferecer um serviço especializado em blockchain de acordo com as necessidades do cliente. Esse foi um dos primeiros passos para outras empresas compreenderem o potencial da tecnologia.

O que é uma blockchain?
A blockchain (ou cadeia de blocos) é um sistema de envio de informações que permite validar um registro ou uma transação. Através de um algoritmo matemático, a transação está protegida de qualquer tipo de fraude. Ao contrário de outros sistemas, o registro da informação é distribuído para toda cadeia. Isso significa que não existe um intermediário na transação, mas, sim, toda a cadeia envolvida. No caso das bitcoins, essas informações são preservadas em milhões de computadores pessoais que utilizam o serviço. Se uma pessoa tentar modificar essa informação no computador, ela automaticamente estará fora da blockchain.

O evento ainda contou com o anúncio da Maven que passará aceitar pagamento em bitcoin e ether, as duas moedas virtuais em blockchain mais populares da atualidade. Além disso, foram sorteadas 8 carteiras de Bitcoin com o valor de R$ 100,00 entre os participantes. O CONIP contou com a participação de mais de 400 pessoas do setor Judiciário.

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